segunda-feira, 8 de junho de 2009

DOADORES DE SANGUE ESTÃO EM FALTA NO SUL DE MINAS

VARGINHA - O frio, que deixa as pessoas mais recolhidas dentro de casa, resultou em esvaziamento na sala de recepção de hemocentros do Sul de Minas. Com isso, já começa a faltar sangue para medidas emergenciais. Na tarde de sexta-feira, a situação era preocupante no Hemocentro de Varginha, que usou 20 bolsas com plaquetas, apenas na noite de quinta e madrugada de sexta-feira. Segundo a bioquímica do hemocentro, Nayara Lucinda, para ter uma única bolsa de plaquetas é preciso que haja seis doadores de sangue. O hemocentro atende a 16 municípios no entorno de Varginha e três hospitais da própria cidade, com altas demandas de internações e cirurgias, além do Centro de Oncologia.“Nos últimos dias estamos com vários pacientes precisando de plaquetas, o que esgotou nossos estoques. E além de necessitar de seis doadores para ter uma única bolsa, a vida útil das plaquetas é de apenas cinco dias”, ressalta.Já a duração das bolsas de sangue na forma em que é doado (sem a retirada das plaquetas) é de 35 dias, o que permite ao hemocentro fazer um estoque. Porém, este estoque foi reduzido em 7% esta semana. “Estamos precisando inclusive dos tipos mais comuns de sangue, como o “O” positivo e o “A” negativo. Estamos em falta de todo tipo de sangue e qualquer ajuda será bem-vinda”, diz a bioquímica. Ela ressalta que o Centro Oncológico atende a pacientes com câncer vindos de 252 municípios. São pessoas que não têm como trazer doadores para contribuir com o hemocentro. “Aqui temos uma política de solicitar doadores aos pacientes que vão se submeter a uma cirurgia programada e que têm como conseguir trazer esse doadores até o hemocentro. É uma forma de irmos repondo o nosso estoque. Porém, estes pacientes de câncer já vêm dos municípios deles em ambulâncias das prefeituras, com outros pacientes, não têm como trazer outras pessoas. Ou seja, a demanda do hemocentro é grande e depende exclusivamente da solidariedade de doadores de Varginha ou de municípios próximos que tenham como vir até aqui”, diz. Para manter essa demanda, o hemocentro precisaria, segundo ela, de uma média de 50 doadores por dia. Porém, nestes dias de frio, não tem aparecido mais que dez ou 12 pessoas. A situação se repete no Hemominas de Pouso Alegre, onde a queda de doadores também foi drástica durante esta semana. A vacina contra a gripe também surge como um elemento dificultador das doações de sangue nos últimos dias. As pessoas que tomam a vacina contra a gripe são orientadas a respeitarem um período de 30 dias seguidos da aplicação.Nos estoques em Pouso Alegre, a maior queda é dos sangues tipo “O” positivo, “A” negativo, “B” negativo, “AB” positivo e “AB” negativo. Tanto em Varginha quanto em Pouso Alegre, quem se propuser a doar sangue poderá se dirigir aos hemocentros no período de sete ao meio-dia de segunda a sexta-feira. Em Varginha, o Hemocentro funciona, inclusive, aos sábados. A única exigência é que o doador tenha boa saúde, esteja pesando mais de 50 quilos e não esteja fazendo uso de nenhum medicamento.

Fonte: Jornal Hoje em Dia