terça-feira, 23 de junho de 2009

MAIS NHÁ CHICA

Ouça nesta Terça Feira as 11:00 da manhã e as 14:00 a VERDADEIRA EXPLICAÇÂO sobre o tombamento e a posição da SANTA IGREJA CATÓLICA. Na rádio Circuito das Águas 90,3. Não perca.

Leia abaxio reprodução de um comentário publiccado no ORKUT pelo advogado Henrique Fernandes Lahman:

O caso "Nhá Chica"
A situação seria cômica se não fosse trágica e absurda. Até onde pode a vaidade humana chegar? Esta palavra - vaidade -, tem dois sentidos: primeiro, é a condição de quem é vaidoso - de quem acredita ser superior aos outros ou, mais modestamente, apenas mais bonito, encantador, inteligente e engraçado. Segunda, é a condição de tudo o que se é vão. "Vanidade", dizia-se em português antigo. "Vanitas vanitatis", reza o Eclesiastes: a vaidade da vaidade, ou como ser vaidoso é vão, como é inútil, pretensioso e risível ser vaidoso. Discutir a vaidade é discutir o valor verdadeiro do falso.Hobbes distingue o vaidoso e, por outro lado, aquele que conhece o seu próprio e verdadeiro valor. Num caso temos a "vã glória", a vanglória; no outro, a justa glória. Quem conhece seu justo valor pode orgulhar-se dele. Na verdade, quem sabe o quanto vale nem se orgulha, porque já não lhe importa o reconhecimento pelos outros. O que conta para ele é ser respeitado pelas pessoas a quem respeita. Que me importa ser admirado por quem não admiro? Como respeitar quem só tira o chapéu para quem tem poder?Tinha razão Hobbes quando elogiava quem conhece o próprio valor. Podemos causar menos impacto do que nossa vaidade gostaria, mas certamente valemos mais do que nossa subserviência dá a entender. Conhecer essa medida é a moderação. Pode não causar euforia, mas tem mais condições de proporcionar felicidade.
Não acredito em uma vírgula do que se propõe o famigerado Conselho de Patrimônio Municipal. Todas as suas justificativas pautadas na idéia de “patrimônio cultural” nada mais são do que um disfarce para encobrir o verdadeiro fim que está por trás de tudo. Bertrand Russel, filósofo inglês, certa vez disse: “Muitas vezes a ideologia não é outra coisa senão um disfarce para o ódio ou sede de poder”.Por que isso justamente agora? Será que as irmãs não souberam administrar e gerir o patrimônio objeto de discussão durante mais de 50 anos? Seriam elas, que fazem um trabalho silencioso, mas relevantíssimo, inidôneas para tanto? Será que o Conselho de Patrimônio Municipal é mais capaz, legítimo e, sobretudo, moral?Baependi ainda possui um provincianismo patético em pleno século 21, havendo pessoas que pretendem mandar no clero e na Igreja. Será que esta obsessão desmedida se coaduna mais com a “vã glória” ou com a justa glória?A Santidade está na ação justa. Nhá Chica é Santa porque pautou sua vida por este tipo de ação. A sua essência, seus exemplos e seus milagres não podem e jamais poderão ser administrados e tangidos pelo Conselho Municipal. Um alívio.Eles querem os ossos, o guarda-chuva e outras coisas? Querem placas onde constem seus nomes para dizerem que foram os responsáveis pela beatificação, como se não fosse a própria Nhá Chica a única e verdadeira responsável por isso? Que seja feita a sua vontade. Lembremos, então, de uma das inúmeras lições de Jesus Cristo, adaptando-a para o caso em questão: “Dai a Deus o que é de Deus e dai ao Conselho o que ele “presume” ser dono.No final de tudo, aos olhos justos de Deus, o verdadeiro valor prevalecerá.