A paralisação dos professores nesta terça feira em Minas Gerais, incluindo profissionais de educação de redes municipais e também do Estado não rendeu muitos avanços. Em Caxambu no sul do estado o magistério municipal fez uma paralisação em protesto aos baixos salários, reivindicando o piso nacional do magistério, plano de cargos e salários para a categoria e melhorias nas condições de trabalho entre outras. Um grupo de representantes das professoras municipais de Caxambu foi recebido pelo prefeito da cidade no fim da tarde da terça feira. Segundo informações o prefeito teria se comprometido a mandar fazer um estudo de viabilidade para um possível reajuste, mas sem assumir nenhum compromisso de prazo para tal fato. Já os professores da rede estadual de ensino de Minas confirmaram em assembléia que iniciam no dia 8 de abril uma paralisação em protesto pela implementação do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). A proposta foi votada pela categoria nesta terça e foi complementada por uma grande manifestação na frente da nova sede administrativa do governo de Minas, no bairro Serra Verde, em Belo Horizonte.Também houve protesto de servidores da educação na frente da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, na avenida Afonso Pena. A categoria deflagrou a greve nesta terça e só retorna às escolas na quarta para comunicar a paralisação aos pais e alunos. A reivindicação principal é a recomposição de perdas, que hoje somam 22,41%. Uma nova assembléia para avaliar a mobilização está marcada para o dia 23 de março.
O governo de Minas divulgou nota na qual informa que iniciou estudos para avaliar a concessão de benefícios aos funcionários e tem mantido permanente diálogo com os servidores, tendo realizado 60 reuniões de 2009 até março de 2010.
A Prefeitura de BH não se manifestou sobre a paralisação. A Prefeitura de Caxambu também não divulgou nota esclarecendo o encontro do prefeito com professoras da rede municipal, que voltam as aulas normalmente nesta quarta feira.
Com informações do UAI