sexta-feira, 17 de setembro de 2010

COLUNA

PIRÂMIDE ALIMENTAR

Ouvimos sempre que devemos seguir uma alimentação equilibrada, escolher para nossa refeição alimentos coloridos, variados, ingerindo sempre uma porção de cada nutriente (carboidrato, proteína e gordura). Um jeito simples que nos auxilia no processo de escolha dos alimentos, é a famosa pirâmide alimentar. Mas de onde surgiu esse importante recurso? Há quanto tempo ouvimos falar dela? E o mais importante, como entender a idéia do que ela nos transmite?

Os primeiros guias alimentares surgiram na década de 70. Desde então, periodicamente surgem novos esquemas, adaptados aos hábitos e às necessidades de cada sociedade e aos avanços das pesquisas científicas. Em 1992, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (o UEDA), montou o primeiro esquema em forma de pirâmide. A Pirâmide Alimentar Brasileira foi criada em 1996 por pesquisadores da Universidade de São Paulo que adaptaram essa Pirâmide aos hábitos alimentares da população brasileira.

A pirâmide funciona da seguinte maneira: A base, mais larga, indica os alimentos mais necessários a serem consumidos, à medida que vai subindo, diminui a necessidade de consumo desses alimentos, chegando até o pico da pirâmide que indica alimentos que devem ser ingeridos em poucas quantidades. É bom lembrar que todos os alimentos contidos na pirâmide são importantes, o que muda é a quantidade a ser ingerida. A quantidade é especificada através das porções para cada grupo.

Cada grupo mostra, uma função e uma quantidade a ser seguida. No grupo 1, estão os alimentos ricos em carboidratos, que são responsáveis pelo fornecimento da maior parte das energias que precisamos, são eles: cereais, pães, raízes e tubérculos o indicado são 8 porções. No grupo 2 estão os alimentos reguladores, ricos em vitaminas, sais minerais, fibras e água, são as hortaliças, verduras, consumir cerca de 3 porções. No grupo 3 encontram-se as frutas e os sucos de frutas naturais, também chamados reguladores, ricos em vitaminas, sais minerais, fibras e água, ideal consumir cerca de 3 porções. Já o grupo 4 é constituido de alimentos construtores, ricos em proteínas: o leite e seus derivados, bebidas lácteas etc, consumir 3 porções. Também com função construtora está o grupo 5, são alimentos ricos em proteínas e cálcio, possuem gorduras e colesterol, além de ferro e zinco, são eles as carnes e ovos, consumir 2 porções. O grupo 6 encerra o grupo de alimentos construtores, que são ricos em proteínas e fibras, além de cálcio, ferro, zinco e vitaminas, a vantagem desse grupo é que possuem alimentos que oferecem calorias através do colesterol bom, sem prejudicar a saúde, estão nesse grupo o feijão, a soja, ervilha, etc. Consumir 1 porção ao dia. O grupo 7 abrange óleos e gorduras, como estão no último degrau da pirâmide são conhecidos como energéticos, ricos em calorias e colesterol, eles também são importantes pois a gordura e o colesterol transportam as vitaminas A, D, E, K. Porém vale a ressalva que devem ser consumidas em pequenas quantidades, apenas 2 porções. Do mesmo modo que o grupo anterior, o grupo 8 abrange os açúcares, balas, chocolates, salgadinhos, esses alimentos contém muitas calorias e poucos nutrientes e devem ser consumidos com moderação, no máximo 2 porções.

Mas como as pesquisas científicas não param de evoluir, essa pirâmide está sendo adaptada ao estilo de vida mais atual. Sendo incluida nela atividades físicas na forma de exercícios físicos, lazer, esportes e uma vida ativa. Nenhuma alimentação é totalmente efetiva na prevenção de doenças quando não está aliada a uma vida ativa.

Por fim, é importante saber que a pirâmide alimentar serve como um guia para orientar as escolhas do dia a dia, e que a melhor maneira de buscar uma dieta saudável é incluir alimentos variados de diversas fontes que se completam e façam diferença para a nossa saúde.
Contato, dúvidas ou sugestões: nathaliasab@gmail.com