Marina Silva e Zé Fernando: "onda verde"
Depois de José Serra e Dilma Roussef, quem esteve em Varginha nesta quinta-feira, foi a candidata à presidência pelo Partido Verde, Marina Silva. Ela chegou ao aeroporto da cidade por volta de 10 e meia da manhã, acompanhada pelo candidato do PV ao governo de Minas Gerais, Zé Fernando, onde foi recebida por lideranças políticas, profissionais da imprensa e muitos fãs. Pessoa simples, Marina seguiu em carreata pelo centro da cidade, parando no calçadão, onde deu início ao corpo a corpo com os eleitores. Muito simpática e receptiva, a candidata, aparentemente cansada, fez questão de conversar com todos que se aproximaram. Tirou fotos e distribuiu autógrafos no pequeno trajeto entre o calçadão e o Clube de Varginha, local em que concedeu entrevista à imprensa e discursou para o público presente. Marina começou falando sobre a crise na Casa Civil e sua implicação na campanha eleitoral. Segundo a candidata, o assunto é sério e precisa ser investigado pelo Ministério Público.
O grupo varginhense de Folia de Reis, Imaculada Mãe dos Anjos, fez o povo dançar e cantar durante todo o percurso Ainda assim, ela não fará parte desse “vale-tudo”, como se referiu a troca de farpas que vem acontecendo entre PT e PSDB. Para ela, é preciso “ganhar ganhando”, através de meios lícitos, convocando o brasileiro a debater o Brasil, conhecê-lo melhor. Apontada pela Organização das Nações Unidas como a melhor candidata para dar sequencia aos trabalhos ambientais do país, e ex-Ministra do Meio Ambiente, Marina também falou sobre nossa matriz energética. Segundo ela, enquanto países como China e Japão, possuem 10 e 15% de matriz energética limpa, o Brasil possui cerca de 50%. -“Precisamos trabalhar as questões de energia de uma maneira nova, moderna. Não é possível que continuemos produzindo energia de petróleo, gás e carvão. É importante aproveitarmos todo nosso potencial ecologicamente correto, no desenvolvimento de pesquisas e na geração de energia limpa, como a eólica, as hidrelétricas, a produção de biomassa e até mesmo, do hidrogênio.”
A candidata é a "queridinha" do público infantil
Com três hepatites, cinco malárias, uma leishmaniose e uma contaminação por mercúrio, Marina sempre foi uma mulher guerreira e batalhadora, acostumada às durezas da vida. Perguntada sobre uma possível disputa no segundo turno, a senadora pelo estado do Acre está bastante confiante em seu trabalho e diz não temer as pesquisas. “Quando me candidatei ao senado, a princípio, tinha três por cento dos votos. Até o dia das eleições, estava com oito por cento. Entretanto, as urnas mostraram que estavam todos errados. Entrei no senado com 65% dos votos.” Ao final do discurso, Marina deu um depoimento emocionante, contando como foi dar à luz a primeira filha, em um hospital público, registrada como indigente, com parteiras práticas, onde somente uma das enfermeiras, a italiana Irmã Constanza, era formada. Sua pressão baixou muito e ela quase morreu. Sem forças para empurrar o bebê, o parto foi feito com a ajuda de fórceps. Em um dia das mães de 1981, nascia Shalom, nome hebraico, que quer dizer “paz”.
Marina recebe o carinho dos eleitores No encerramento de sua fala a candidata trouxe, em primeira mão, a notícia da renúncia de Erenice Guerra, sucessora de Dilma Roussef na Casa Civil. De lá, Marina seguiu para a Cooperativa dos Cafeicultores de Varginha, iniciando uma série de visitas a grupos e associações estratégicos da região.
Respondendo aos jornalistasReportagem, texto e fotos:
Paola Tavares - E Comunicação