Olá, amigos do Noticiarama! Com muita honra, passo a integrar o time deste site de notícias tão querido pelo Circuito das Águas! Sou uma foquinha... O termo “foca” nos bastidores do jornalismo quer dizer recém-formado. Ou seja, sou uma jornalista que acabou de sair do forno. Agora, toda sexta-feira, teremos esse espaço, onde vamos falar um pouquinho sobre cultura em geral, música, filmes, teatro, e o que mais nós quisermos debater. Digo “nós”, porque o que seria dos escritores se não existissem os leitores? E a opinião de vocês é importantíssima! Mandem sugestões, opiniões, críticas, ou somente um “oi” mesmo, mas saibam que estou aqui para o que vocês precisarem! Afinal de contas, é preciso um olhar trabalhado para ler nas Entrelinhas...
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Sou mineira antes e acima de tudo. Claro, sou brasileira, mas o sentimento de ser mineiro é tão forte e está tão enraizado, que falar que tenho orgulho por ser de Minas Gerais é quase redundante. Acredito que isso também deva acontecer com gaúchos, paulistas, cariocas. Todos têm o Brasil no sangue, mas o coração é interiorizado. No meu caso, interior...de Minas, uai! Aí, nesta semana, por indicação de um amigo, fui apresentada a uma banda de rock acreana chamada Los Porongas. Sim, sim, caro leitor: a banda é do Acre. E me peguei pensando nisso: como será a vida desses brasileiros que nascem no Acre, um estado que, (perdoem-me os acreanos), para a maioria do país, não existe? Engraçado pensar no Acre como celeiro musical, entretanto, é o que está acontecendo. A cena do rock nortista é quase um dialeto musical próprio. Impossível categorizar. E o que é que tem? Rótulos foram feitos para geléias...
Formado por Diogo Soares (letras e voz), João Eduardo (guitarra, teclado, efeitos), Márcio Magrão (baixo) e Jorge Anzol (bateria), o grupo nasceu em 2003 e logo chamou atenção de público e crítica, firmando-se como promissores talentos da nova safra do rock independente. O CD de estreia, em 2007, foi produzido por ninguém menos que Philipe Seabra, integrante e um dos fundadores da banda de Brasília, Plebe Rude, e foi apontado como um dos 25 melhores álbuns do ano, pela revista Rolling Stone. No ano seguinte, o primeiro DVD, lançado através da série “Toca Brasil” do Instituto Itaú Cultural. Foi a esse DVD que assisti. E vou contar uma coisa pra vocês: o Acre existe, minha gente! E ele é do *&@#$*!
Acendem-se as luzes. Timidamente, Diogo faz as honras: “Nós somos os Los Porongas, do Acre, e essas são as nossas canções.” O quarteto entra numa espécie de transe particular, orgulhosos pela gravação do primeiro DVD. À medida que o show vai acontecendo, Diogo vai guiando a plateia, fornecendo o menu da noite: uma mistura de sons, com influências nítidas de ritmos nordestinos, ou melhor, baianos e pernambucanos, como Raul Seixas, Chico Science e Nação Zumbi, Otto, e pegadas mais tradicionais, clássicas, como Beatles e Legião Urbana.
Eu não sei dizer o momento exato em que isso acontece, mas os meninos tímidos do Acre tomam gosto pela coisa e vão crescendo no palco, envolvendo o público e saboreando a certeza de que vieram pra ficar. A partir daí, outro show acontece. As letras são uma poesia a parte e os solos de João Eduardo na guitarra, um deleite para todos aqueles que gostam de boa música. Ao final, a poesia acreana é gritada por pulmões cansados pela busca dos “15 minutos de fama” prometidos por Andy Warhol e os versos ecoam latejantes para quem quiser ouvir: “E vão crescer...pois eu sempre serei criança...” Los Porongas podem não ser um passaporte para o Acre, mas com certeza, são o cartão de visita. O melhor de todos.
Quer conhecer o Acre também? Para todos aqueles que ficaram curiosos sobre o som dos caras, segue um link para download do CD ou DVD:
http://bandasdubrasil.blogspot.com/2009/11/los-porongas.html
É isso, pessoinhas! Por hoje, é só. Ah! Só queria lembrá-los da agenda desse fim de semana. Domingo, dia 3 de outubro, temos nas nossas mãos a oportunidade de exercermos nosso papel de cidadão. Tudo bem, o voto é obrigatório e tal e coisa, mas nascemos e era assim e vamos morrer e continuará sendo. Portanto, cabe a nós, brasileiros e mineiros [=P], votarmos com consciência, acima de tudo. Boa sorte para nós!
“Vem ni mim, sexta-feira!”
Paola Tavares
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Sou mineira antes e acima de tudo. Claro, sou brasileira, mas o sentimento de ser mineiro é tão forte e está tão enraizado, que falar que tenho orgulho por ser de Minas Gerais é quase redundante. Acredito que isso também deva acontecer com gaúchos, paulistas, cariocas. Todos têm o Brasil no sangue, mas o coração é interiorizado. No meu caso, interior...de Minas, uai! Aí, nesta semana, por indicação de um amigo, fui apresentada a uma banda de rock acreana chamada Los Porongas. Sim, sim, caro leitor: a banda é do Acre. E me peguei pensando nisso: como será a vida desses brasileiros que nascem no Acre, um estado que, (perdoem-me os acreanos), para a maioria do país, não existe? Engraçado pensar no Acre como celeiro musical, entretanto, é o que está acontecendo. A cena do rock nortista é quase um dialeto musical próprio. Impossível categorizar. E o que é que tem? Rótulos foram feitos para geléias...
Formado por Diogo Soares (letras e voz), João Eduardo (guitarra, teclado, efeitos), Márcio Magrão (baixo) e Jorge Anzol (bateria), o grupo nasceu em 2003 e logo chamou atenção de público e crítica, firmando-se como promissores talentos da nova safra do rock independente. O CD de estreia, em 2007, foi produzido por ninguém menos que Philipe Seabra, integrante e um dos fundadores da banda de Brasília, Plebe Rude, e foi apontado como um dos 25 melhores álbuns do ano, pela revista Rolling Stone. No ano seguinte, o primeiro DVD, lançado através da série “Toca Brasil” do Instituto Itaú Cultural. Foi a esse DVD que assisti. E vou contar uma coisa pra vocês: o Acre existe, minha gente! E ele é do *&@#$*!
Acendem-se as luzes. Timidamente, Diogo faz as honras: “Nós somos os Los Porongas, do Acre, e essas são as nossas canções.” O quarteto entra numa espécie de transe particular, orgulhosos pela gravação do primeiro DVD. À medida que o show vai acontecendo, Diogo vai guiando a plateia, fornecendo o menu da noite: uma mistura de sons, com influências nítidas de ritmos nordestinos, ou melhor, baianos e pernambucanos, como Raul Seixas, Chico Science e Nação Zumbi, Otto, e pegadas mais tradicionais, clássicas, como Beatles e Legião Urbana.
Eu não sei dizer o momento exato em que isso acontece, mas os meninos tímidos do Acre tomam gosto pela coisa e vão crescendo no palco, envolvendo o público e saboreando a certeza de que vieram pra ficar. A partir daí, outro show acontece. As letras são uma poesia a parte e os solos de João Eduardo na guitarra, um deleite para todos aqueles que gostam de boa música. Ao final, a poesia acreana é gritada por pulmões cansados pela busca dos “15 minutos de fama” prometidos por Andy Warhol e os versos ecoam latejantes para quem quiser ouvir: “E vão crescer...pois eu sempre serei criança...” Los Porongas podem não ser um passaporte para o Acre, mas com certeza, são o cartão de visita. O melhor de todos.
Quer conhecer o Acre também? Para todos aqueles que ficaram curiosos sobre o som dos caras, segue um link para download do CD ou DVD:
http://bandasdubrasil.blogspot.com/2009/11/los-porongas.html
É isso, pessoinhas! Por hoje, é só. Ah! Só queria lembrá-los da agenda desse fim de semana. Domingo, dia 3 de outubro, temos nas nossas mãos a oportunidade de exercermos nosso papel de cidadão. Tudo bem, o voto é obrigatório e tal e coisa, mas nascemos e era assim e vamos morrer e continuará sendo. Portanto, cabe a nós, brasileiros e mineiros [=P], votarmos com consciência, acima de tudo. Boa sorte para nós!
“Vem ni mim, sexta-feira!”
Paola Tavares
