segunda-feira, 4 de outubro de 2010

FERNANDO PIMENTEL MINIMIZA DERROTA

O candidato derrotado ao Senado, Fernando Pimentel (PT), colocou panos quentes nas feridas reabertas no PT depois que o partido perdeu, nesse domingo, as três vagas da chapa majoritária para a coligação capitaneada por Aécio Neves (PSDB). O ex-governador tucano conseguiu se eleger para o Senado, além de emplacar a candidatura de Itamar Franco (PPS), também para o Senado, e a de Antonio Anastasia (PSDB) para o governo do Estado, deixando o PT mineiro enfraquecido. Fernando Pimentel evitou apontar culpados na derrota do PT em Minas. Quando questionado sobre a pressão que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exerceu em Minas para consolidar a candidatura de Hélio Costa (PMDB), o ex-prefeito não quis responsabilizá-lo pelo fracasso da chapa entre o peemedebista e Patrus Ananias (PT): ''Não houve intervenção em Minas, o presidente tem uma posição política conhecida no Brasil inteiro. Isso não atrapalhou em nada, porque o resultado reflete a posição do eleitor'', afirmou. Na época da composição das chapas, o próprio Fernando Pimentel e Patrus Ananias eram os favoritos da Executiva Estadual da legenda para disputar a vaga no governo contra Antonio Anastasia. Os dois abriram mão da cabeça de chapa depois das pressões do presidente, que precisava garantir o apoio do PMDB no plano nacional. Além de blindar Lula, Pimentel também evitou comentar as declarações de Patrus Ananias que o responsabilizaram pela derrota do governo no estado. Quando a campanha de Hélio Costa chegou ao fim, já com pouco fôlego, Patrus desabafou e disse que o PT ficou fragilizado depois da eleição de 2008, quando Fernando Pimentel se aliou a Aécio Neves para eleger Marcio Lacerda (PSB) para a prefeitura. ''Eu nao vou fazer nenhum comentário sobre essa declaração. Ele fez uma declaração fora de tempo, imagino que esteja reavaliando isso, vamos aguardar que ele se manifeste de novo''. Patrus Ananias ainda não comentou a derrota de sua legenda em Minas. O petista havia marcado uma entrevista coletiva para esta segunda-feira, mas cancelou o evento durante a manhã.

Dilma

Pimentel afirmou que o caminho do partido, neste mês, é se empenhar na eleição de Dilma Rousseff, que vai disputar o segundo turno com o tucano José Serra. O candidato derrotado, que é um dos coordenadores da campanha de Dilma no estado, desconversou sobre a possibilidade de assumir um Ministério, caso a petista seja eleita. ''Temos um segundo turno pela frente, de maneira que ninguém está falando de Ministério'', limitou-se a dizer. Pimentel disse ainda que não está preocupado com a ofensiva de Aécio Neves em favor de José Serra no segundo turno, agora que o ex-governador está liberado da campanha estadual. ''Nós temos dois candidatos. A candidata Dilma, mineira, com uma bela trajetória na vida pública, e José Serra, paulista, também com uma trajetória respeitada. Eu acho que Minas Gerais vai votar em Dilma, até porque, já votou, Dilma ganhou a eleição em Minas, com mais de um milhão e meio de votos de vantagem sobre o Serra''.

Velório

Pimentel esteve, na manhã desta segunda-feira, no velório de Aécio Cunha, pai de Aécio Neves. O candidato disse que compareceu ao velório, realizado no Salão Nobre da ALMG, para prestar um gesto de solidariedade a Aécio Neves e à sua irmã, Andréa Neves. ''Faz parte da tradição mineira que a gente cultive essas relações'', afirmou. Sobre sua campanha pelo Senado, Pimentel disse que os resultados das urnas mostraram a vontade dos mineiros, mas fez um balanço positivo da disputa. ''Eu aprendi muito, ampliei meus contatos políticos, acho que saí desta eleição maior do que entrei, no sentido de enriquecimento humano'', finalizou.

Fonte: UAI