O Brasil terá dois novos santos, ou melhor, santas, nos próximos dois anos. Irmã Dulce, da Bahia, deverá ser canonizada pelo Papa Bento XVI em maio de 2011, e Nhá Chica, de Baependi Minas Gerais, exatamente um ano depois. O anúncio foi feito pelo italiano Paolo Lombardo, frade do Vaticano responsável por reunir documentos e prova de candidatos a santos. Ele esteve em Barra do Piraí, no Sul Fluminense, onde conduziu o ato de translado dos restos mortais do também candidato a santo, o advogado Franz de Castro Holzwarth —o primeiro leigo, já que Frei Galvão era religioso —, e único do estado do Rio. “As canonizações dessas duas (Dulce e Nhá Chica) já estão programadas para estas datas”, garantiu Lombardo. Ele disse que Dulce, Nhá Chica e Franz estão numa fila de 2.000 candidatos a santos, cujos processos estão sendo analisados pelo Vaticano. “Elas (Dulce e Nhá Chica) estão na frente porque o Santo Papa tem dado preferência a candidatos que não são italianos nem espanhóis. Itália e Espanha já têm santos demais”, justificou.
Dois milagres em estudo
Irmã Dulce (1914-1992) dedicou a vida a crianças, velhos e deficientes. A freira baiana, visitada duas vezes pelo Papa João Paulo II, foi declarada, em 2009, ‘venerável’ pelo Papa Bento XVI, após reconhecimento de virtudes heroicas. Desde então, 2 milagres são estudados em segredo pela Santa Sé.
Já Francisca de Paula de Jesus, que morreu em 1894, tem vários registros de milagres em livro da época e um caso recente em estudo pelo Vaticano. Em 1995, após pedir à Nhá Chica, como era conhecida, uma professora aposentada de Caxambu (MG) teve problema congênito grave no coração curado.
