CONHEÇA MELHOR A VITAMINA C
O termo vitamina C é uma denominação genérica para todos os compostos que apresentam atividade biológica de ácido ascórbico. É um cofator para enzimas envolvidas na biossíntese do colágeno, hormônios adrenais, carnitina e de neurotransmissores, participa do processo da inativação de radicais livres e é capaz de regenerar a forma antioxidante da vitamina E. Além de aumentar a absorção e utilização do ferro não-heme mesmo na presença de fatores inibidores (fitatos, polifenóis, fosfatos, carbonatos e taninos) nas refeições permite a transformação da forma férrica para forma ferrosa.
Deficiência de vitamina C em gestantes é relacionada ao surgimento de DHEG (doença hipertensiva específica da gravidez) e pré-eclampsia.
Muitos estudos relatam que a vitamina C atua na proteção da peroxidação lipídica, especialmente do HDL colesterol, apresentando efeito cardioprotetor e inibidor da arterogênese.
Ingestão de 80 a 120 mg de vitamina C pode reduzir o risco de doenças crônicas não infecciosas. Já os fumantes necessitam de aporte maior que 140 mg/dia, isso porque a vitamina C atua como antioxidante, combatendo os radicais livres que são liberados pelos fumantes, ajudando a prevenir o envelhecimento precoce das células, além de melhorar a circulação sanguínea cardíaca, que é danificada pelo tabagismo.
Os principais efeitos adversos após o consumo elevado de vitamina C são: diarréia osmótica e distúrbios gastrointestinais, aumento da excreção de oxalato e formação de cálculo renal e aumento da excreção de ácido úrico. Sendo assim pacientes com histórico de gota, pedras nos rins ou doenças renais não devem ultrapassar 1g por dia, exceto sob orientação médica.
Considerando todas as ações bioquímicas e enzimáticas da vitamina C, os sintomas de deficiência incluem: cabelos fracos e quebradiços, hemorragias, fraqueza muscular, gengivites, anemia, falta de apetite, inchaço nas articulações, confusão mental, histeria e até mesmo esquizofrenia.
O clássico sintoma da deficiência da vitamina C é o escorbuto, afetando o sistema mesenquinal, uma vez que esta substância é fundamental na síntese do colágeno. Este quadro clínico é acompanhado pela redução da concentração de vitamina C no plasma e leucócitos. A incidência desta doença foi diminuída, a partir do século XVII, com a introdução da batata (vinda da América do Sul) como fonte de vitamina C na dieta alimentar européia. Hoje em dia é uma doença muito rara, porém uma alimentação sem ingestão de verduras e frutas frescas pode causar esta doença.
Alimento Vitamina C (mg/100g)
Acerola 1677,5
Pimentão vermelho cru 190
Goiaba 184
Kiwi 98
Brócolis crú 93,2
Brócolis cozidos 74,6
Maracujá 70
Mamão papaya 61,8
Repolho crú 57
Morango 56,7
Laranja 53,2
A vitamina C é sensível ao calor, luz e oxigênio. Nos alimentos, pode ser parcialmente ou completamente destruída por um armazenamento longo ou pelo cozimento. Dessa maneira, o cozimento dos alimentos deve ser no menor tempo possível, para que não sejam oxidados, e ainda com pouca água, ou no vapor com consumo imediato.
A recomendação diária de vitamina C de acordo com a Recommended Dietary Allowances para população masculina com idade acima de 18 anos é de 90 mg e para a população feminina com idade acima de 18 anos é de 75 mg. Os limites máximos de ingestão de Vitamina C de acordo com as Dietary Reference Intake e ANVISA para homens e mulheres com idade acima de 18 anos são de 2000mg.
Fonte: RG Nutri
Contato, dúvidas ou sugestões: Dra. Nathália P. Sab - Nutricionista
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