quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

COLUNA


* SEU BOLSO*


NOSSA RELAÇÃO COM O DINHEIRO, OS PEQUENOS HÁBITOS E O ANO NOVO

Quem busca uma relação melhor com o dinheiro muitas vezes dá de cara com ilusões e dificuldades comuns a diversas áreas e processos. A maioria delas surge logo nas primeiras movimentações: os primeiros resultados são rápidos e trazem um conforto perigoso.

É bem parecido com aquele amigo que, na primeira semana depois do feriado repleto de celebrações gastronômicas, conta sobre a primeira semana de academia, dizendo que não consegue entender porque não havia começado antes, que já sente algumas diferenças no corpo e que pretende continuar frequentando diariamente. Duas ou três semanas depois, misteriosamente, ele para. Mas não estava fazendo um bem enorme?

Atos impulsivos, imaturos e ocasionais dificilmente se sustentam. É como se estivéssemos embaixo d’água, sem conseguir respirar. Sabemos que, para que possamos sobreviver e agir com mais destreza, precisamos tirar nosso corpo todo dali.

Você já tentou correr dentro da piscina? Logo nos primeiros esforços, colocamos a cabeça para fora e nos sentimos felizes e tranquilos: agora conseguimos respirar. Não nos preocupamos em tirar o resto, em dar alicerce sólido para a mudança. Pouco a pouco vamos relaxando, tiramos o foco e, em instantes, estamos imersos novamente na piscina e na zona de conforto.

Trazendo para o mundo dos cifrões, essa nossa dificuldade fica ainda mais evidente. Está tudo muito acessível, mas, muitas vezes, não temos discernimento para interpretar o caminhão de informações que recebemos e nos contentamos com os primeiros avanços.

Por exemplo, é muito comum escutar da boca de quem está a algumas semanas ou meses lendo sobre finanças: “a poupança tem rentabilidade negativa”. Realmente, após as mudanças das regras, a poupança tem rendido menos do que a inflação, mas de maneira nenhuma isso justifica não poupar.

Mesmo que perca para a inflação, ainda existem vantagens muito significativas. A primeira delas é matemática: manter o dinheiro rendendo pouco (poupança) é infinitamente melhor do que manter o dinheiro parado (conta corrente). Se a inflação ganha da poupança, ela dá uma goleada na conta corrente.

Além disso, somos seres movidos por rituais. O ato de tirar o dinheiro da conta corrente e colocar em algum outro lugar é muito simbólico. É como se disséssemos para nosso cérebro, acostumado a procrastinar: “Eu sei que eu poderia dizer que vou deixar para separar esse dinheiro quando tivesse uma conta em uma grande corretora ou quando fosse um profundo conhecedor do mercado, mas resolvi começar agora”.

Traçando um paralelo com o exemplo que abordamos no início, ficaria assim: “Eu sei que eu poderia dizer que vou deixar para começar a correr no parque quando comprasse um tênis novo, mas resolvi começar agora”.

Optar por poupar é tão ou mais importante do que conhecer todas as modalidades de investimento oferecidas pelo mercado. Acompanho diversas pessoas que, aos poucos, estão mudando seus hábitos e tentando apontar seus esforços em direção a uma vida financeira mais saudável. Em todos os casos, a vantagem de começar de maneira simples e sustentável é muito notória.

Enquanto os investimentos não estão estruturados, sugiro que você aproveite o ímpeto de mudança que surge quando você está analisando seu extrato bancário e faça a transferência na hora. Flagre-se sugerindo dietas financeiras que começam no “mês que vem”.

Aos poucos, conforme conhecemos melhor o mercado, novas modalidades de investimento passam a fazer sentido. É muito mais fácil se dedicar à parte técnica das finanças depois que o hábito de poupar e respeitar o dinheiro pode ser considerado enraizado.

Vale a pena deixar que essas ações efetivas tomem um pouco do espaço que dedicamos às metas de ano novo. Comece pequeno, mas comece.

Que o ano de 2013 seja muito especial! (Fonte: Eduardo Amuri ).

*OPINIÃO*

CARNAVAL NO CALÇADÃO, E AÍ GOSTOU?

Entra ano sai ano, sai do calçadão e vai para o Poliesportivo e vice-versa. Dependendo do tipo de governo o carnaval em Caxambu “samba”, se o prefeito é centralizador vai para onde ele quer e não se importa com que dizem, se o prefeito é populista vai de acordo com o povão. Temos que estar conscientes que este ano o carnaval no calçadão pode não agradar, pois temos cidades concorrentes super organizadas e profissionais como Lambari com seus abadas e São Lourenço com seu entusiasmo, são anos de organização que culminam em um carnaval de qualidade para os foliões. Voltando ao nosso calçadão, serão despejados o pagode e o samba que se realizava no calçadão e ficaremos por todo carnaval sem a praça que será cercada e os turistas de fato não terão onde curtir seu lazer.

E você o que acha melhor no calçadão ou no Poliesportivo?

*RAPIDINHAS*

INFLAÇÃO EM 2012 FOI MAIOR PARA FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA

Índice da Fundação Getúlio Vargas ficou em 6,9% para quem ganha até dois mínimos A inflação para as famílias das classes D e E fechou em alta no mês de dezembro, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor — Classe 1, (IPC-C1). O índice é usado para medir o impacto da movimentação de preços nas famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos. Alimentos e transportes foram os que mais impactaram.(Fonte:O Dia).

PELO MODELO SIMPLIFICADO, 2013 É ÚLTIMO ANO DE PREENCHIMENTO DO IR

Em 2014, Fisco apresentará declaração preenchida para o

contribuinte.

O ano de 2013 será o último no qual os contribuintes que declaram o Imposto de Renda pelo modelo simplificado precisarão preencher sua declaração do IR, segundo informações da Secretaria da Receita Federal. O prazo para declaração deve ter início em março e seguir até abril.

A partir de 2014, de acordo com o Fisco, caberá ao contribuinte confirmar ou alterar os dados pré-preenchidos pelo órgão e apresentados em sua declaração anual. Esse modelo de declaração pré-preenchida do IR já é adotado em outros países, como na Espanha, por exemplo, e será possível com cruzamento de dados prestados pelas empresas contratantes. (Fonte: Alexandro Martello).


BRASIL É O PAÍS COM MENOR IMPORTAÇÃO

Com compras externas correspondentes a 13% do PIB, País aparece como o mais fechado entre 179 nações listadas pelo Banco Mundial

O Brasil é o país que menos importa no mundo, como proporção do seu PIB. Os dados são do Banco Mundial, e mostram como a economia brasileira é fechada, apesar das reclamações de empresários sobre a concorrência externa. Em 2011, segundo o Banco Mundial, o Brasil teve exportações de bens e serviços equivalentes a 13% do PIB. Numa lista de 179 países, o Brasil é o que tem a menor relação entre importações e PIB. A grande maioria dos dados é de 2011, mas, no caso de alguns países, o dado é de anos anteriores (de 2007 a 2010). (Fonte: Fernando Dantas).