quarta-feira, 29 de julho de 2015

COLUNA



*SEU BOLSO*
GUIA ENSINA A CORTAR GASTOS E SAIR DO VERMELHO EM TEMPO DE CRISE
Além de caprichar na pechincha, oito em cada dez brasileiros percebem que é preciso mudar hábitos de consumo em tempos de crise. Pesquisa da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) revela que 84% dos entrevistados pretendem alterar gastos para adequar o orçamento cada vez mais apertado. Despesas com lazer (83%), vestuário (77%) e alimentação (76%) foram as mais apontadas e que devem ser reduzidas.
Uma das medidas a ser adotada, segundo o consultor de varejo do Grupo Azo, Marco Quintarelli, é dar prioridade a produtos de marca própria na lista de compras do supermercado. O especialista afirma que principalmente na parte de material de limpeza e descartáveis a diferença de preço, em relação aos de marcas líderes, chega, em média a 25%. Um alvejante que custa R$14,50 sai a R$ 9,49 se for comprada em supermercado que trabalha com marca própria. Já um limpador desengordurante de marca conhecida tem preço de R$ 7,60 e o concorrente sai por R$ 6,65.
Outra iniciativa é fazer compras em grupos, aproveitando os preços mais em conta nos chamados atacarejos. “Os consumidores devem se juntar em família ou entre amigos e fazer compras em quantidade, que acabam saindo mais baratas”, ensina.
Deixar de comer fora de casa é outra maneira de economizar. Pesquisa da Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert) mostra que o gasto médio no Rio é de R$ 33,66. O professor de Finanças do Ibmec/RJ, Gilberto Braga, reforça que o gasto com almoço ou jantar fora em restaurante, com refeição completa para três pessoas fica a partir de R$ 100.
“O consumidor pode cortar os excedentes, reduzindo a quantidade. E também comprar menos refrigerantes, frios, e sobremesas mais elaboradas”, ensina Braga.
Deixar o carro na garagem também está na lista de mudança de hábitos deve ser observada. O custo de estacionar por uma hora, na Cinelândia, por exemplo, fica em R$13. A diária vai a R$ 40. Já com gasolina, o custo mensal para quem anda, em média, 40 quilômetros para ir ao trabalho por dia tem um gasto de R$ 279 por mês.
Adequar o pacote da TV a cabo, internet e celular ao perfil de consumo também é uma saída possível para evitar que o orçamento estoure no fim do mês. “As empresas mexem nos pacotes a cada seis meses de olho na conjuntura econômica e na concorrência. Então, vale a pena negociar, levando em conta se o consumidor usa mais internet, celular ou a TV por assinatura”, orienta Gilberto Braga.
Criatividade evita gastos nas férias
As férias escolares são motivo de alegria para os filhos, mas de preocupação para os pais em relação a aumento de gastos. Segundo Gilberto Braga, do Ibmec/RJ, em tempos de crise, vale a pena usar a criatividade. O especialista sugere atividades que pesam menos no bolso, considerando famílias com apenas um filho.
“Almoço ou jantar fora em restaurante, com refeição para três pessoas sai a partir de R$100 e pode ser substituído por piquenique em local aberto ao custo de R$ 40. Já uma hora em brinquedos eletrônicos em shopping (dez fichas) e lanche em fast-food custam de R$55 a R$ 65 e podem ser trocados por aluguel de fita para vídeo game com sanduíche caseiro e suco natural (R$15). Ou também optar entre cinema no shopping, com ingresso, pipoca refrigerante, estacionamento de R$45 a R$ 60 por DVD em casa, com pipoca e suco (R$ 15)”, enumera.

*OPINIÃO*

'PARECE NAZISTAS CRIMINALIZANDO O POVO JUDEU', DIZ LULA SOBRE 'PERSEGUIÇÃO' A DILMA

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*RAPIDINHAS*

CASAS DE CÂMBIO JÁ VENDEM DÓLAR A R$ 3,70

Se o dólar comercial fechou esta quinta-feira na maior cotação em quatro meses, beirando os R$ 3,30, para o consumidor, em casas de câmbio, o dólar turismo já ultrapassava a marca dos R$ 3,50. No caso do cartão pré-pago, com maior incidência de imposto, a moeda batia a marca dos R$ 3,70, preocupando quem está com viagem marcada para o exterior. (Fonte: Estadão).

INFLAÇÃO E REAJUSTES DE TARIFAS PÚBLICAS ENGOLEM SALÁRIO DA NOVA CLASSE C

O cenário de crédito escasso, inflação alta e reajustes significativos em tarifas públicas – como água e energia elétrica – vem mudando o estilo de vida da classe C. Acostumada a consumir em condições opostas às citadas, o que os fez subirem de patamar principalmente no período entre 2008 e 2010, a nova classe média agora se vê obrigada a pisar forte no freio.  (Fonte: iG).

APOSENTADORIA DO INSS TERÁ UM NOVO ÍNDICE DE REAJUSTE

em troca do veto à mp 672, governo estuda substituir inpc na correção de benefício acima do piso

 O índice de correção das aposentadorias e pensões do INSS acima do salário mínimo (R$ 788) será substituído por outro indicador de inflação. O governo estuda trocar o que é usadohoje — o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) — pelo Índice de Preços ao Consumidor — Classe 1 (IPC-C1) da Fundação Getulio Vargas (FGV). A mudança viria em função do possível veto da presidenta Dilma Rousseff à MP 672 que prorroga a política de valorização do mínimo. A MP estende ainda a correção do piso a todos os aposentados, independente do valor do benefício. (Fonte: O Dia).