terça-feira, 21 de julho de 2009

COLUNA

Algumas pessoas me ligaram durante a semana para falar sobre a citação de meu nome durante a entrevista que o Vice-Prefeito Veríssimo concedeu ao radialista José Luiz, também vereador e Presidente da Câmara. Informado por amigos eu ouvi a entrevista e confesso fiquei até assustado quando teceram comentários sobre minha pessoa. Agradeço aos amigos que ligaram e também ao Veríssimo e ao José Luiz pelas citações elogiosas e aproveito para fazer alguns comentários.
Na semana que passou fez dois anos que cheguei a Caxambu com mudança e esperança de viver melhor, em um lugar melhor. Vim do Rio de Janeiro, povo alegre, natureza exuberante, com suas praias lindas, Shoppings, noites movimentadas da Lapa ao Baixo Gávea, da Vila Isabel a Padre Miguel e em qualquer recanto onde haja um chopp ou uma cerveja gelada, e uma roda de amigos. Por trás de toda a tragédia que é divulgada pelos noticiários diariamente sobre a cidade maravilhosa, essa é uma das realidades que insiste em sobreviver.
O Rio de Janeiro continua lindo, como imortalizou o poeta Gil, provavelmente referindo-se a essa capacidade do carioca de ir em frente na base do “deixa a vida me levar”. Mas para mim já não era o suficiente. Eu queria e quero paz. Eu quero conhecer o meu vizinho pelo nome e não pelo carro que ele tem na garagem, eu quero olhar nos olhos das pessoas e não fitar o chão, eu quero receber um cumprimento ao cruzar com alguém, que pode ser desconhecido mas não estranho, eu quero o sorriso da criança e não a expressão de medo, eu quero esse jeito preguiçoso do tempo passar na cidade pequena e não a correria da cidade grande, eu quero caminhar e não ficar preso em engarrafamentos, enfim eu quero viver e sentir que ainda sou gente e não morrer e virar uma estatística, pois foi depois de sofrer um atentado na Avenida Brasil onde tive um fuzil apontado para minha cabeça que decidi mudar. Dois meses após o fato, eu deixei de “morar” no Rio e vim “viver” em Caxambu.
Desde então tenho sido feliz. Caxambu é acolhedora e aconchegante. Todos os dias eu caminho pela Camilo Soares e pelo Calçadão, freqüento regularmente a Praça 16 de Setembro e o Parque, e por onde eu passo são só sorrisos, cumprimentos e novas amizades. Como me sinto bem e como sou grato a Caxambu por me receber tão bem.
Por me sentir daqui é que comecei a trabalhar para retribuir a acolhida e contribuir para a melhoria da cidade. Meu trabalho é voluntário, porque minha pretensão é ver “nossa” Caxambu novamente exuberante, em lugar de destaque no cenário turístico nacional, de onde nunca deveria ter saído. Não tenho pretensões políticas, por isso não me preocupo a qual grupo de influência pertence meu interlocutor, converso com todos e qualquer um que queira ajudar, participar e contribuir para Caxambu melhorar.
Nesses dois anos, dentre tantas pessoas que conheci e novos amigos que fiz está o Veríssimo, pessoa íntegra, preocupado com o próximo, amante de Caxambu. Tenho certeza que sua postura e sua decisão são pensando no melhor para a cidade. Assim como tenho certeza que seu afastamento foi do expediente, não da luta e do propósito de fazer a atual Administração chegar a termo com êxito. Assim Deus o ajude! Assim Deus ajude a todos nós e a Caxambu!