domingo, 3 de outubro de 2010

EDITORIAL

A reforma partidária é imperativa para a ampliação da nossa democracia e manutenção do Estado de Direito no país. Nessas eleições ficou explícita a confusão que é nosso sistema partidário, nossas leis eleitorais e até mesmo nossa Constituição. Os Tribunais estão praticamente “governando” no lugar dos legisladores e chefes de executivo. Fato que ocorre devido as Leis dúbias e desatualizadas. Mas mexer com os interesses dos grupos dominantes é o mesmo que cutucar um vespeiro e ficar ali esperando o ataque. Não se sabe se o novo Congresso vai mesmo querer alterar algo que na verdade beneficia aqueles que atuam pelo lado do “quanto mais confuso melhor”.

Caso tivéssemos alguma mudança, entre tantas necessárias e urgentes, uma delas deveria passar pela propaganda eleitoral. O formato poderia partir do principio de que o cidadão não é obrigado a receber a propaganda do emissor a partir do momento que ele, receptor, não queira esta publicidade.

Em resumo: a pessoa deveria ter o direito de querer ver e ouvir ou não tais publicidades. E a coisa é bem simples: basta permitir que o eleitor possa ligar e desligar, autorizar ou não. Publicidade eleitoral só em rádio e TV. Assim escolhemos se queremos ver e ouvir ou não! Carro de som, nem pensar... sempre abusivos, escandalosos, agressivos! Banners, cartazes esparramados ao longo das ruas, out door e a maldita distribuição de santinhos (feita por gente que precisa do serviço mas nem sabe por que está ali) também carece de um basta. Continuamos com o principio do autorizar ou não o envio da mensagem. Proibindo essa papelada toda, estaremos economizando dinheiro (público por que depois alguém sempre paga a conta) e evitando até a degradação ambiental.

A internet surge como opção ideal, pois o eleitor - internauta tem a opção de ligar e desligar, entrar e sair dos sites, ele escolhe, não lhe é imposto, como são os santinhos, banners e outras formas que bombardeiam quem não deseja ser atingido.

Ligações de tele marketing também é agressivo, polui nossos ouvidos e deveriam ser banidas.

Com essas medidas, a democracia se faria valer de forma mais ampla respeitando o direito total de escolha, de querer ou não aquilo e não seriam propagandas impostas garganta abaixo como vemos hoje e sempre. O direito de escolher ver e ouvir seria assegurado a todos. Talvez seja a hora de começar a mudar de fato o comportamento neste país. O reflexo da nossa desordem começa por quem deveria prover a ordem. Até quando? Falta sem dúvida respeito a vida e a pessoa em todos os sentidos em nosso sistema eleitoral e político. Precisamos mudar o rumo... enquanto é tempo! –“A história de um sistema social será decidida não por foguetes ou bombas atômicas e de hidrogênio, mas sim pela conclusão sobre que sistema assegura maiores benefícios materiais e espirituais ao ser humano”. (Krushev)