terça-feira, 8 de maio de 2012

COLUNA

Ruas de Caxambu

Ministro Daniel de Carvalho

Localizada no bairro no bairro Jardim Exposição, o parque Ministro Daniel de Carvalho homenageia o deputado federal e ministro Daniel Serapião de Carvalho, nascido em Itabira no dia 9 de outubro de 1887, filho de Antônio Serapião de Carvalho e de Ana Utsch de Carvalho.

Estudou em Barbacena e bacharelou-se pela Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais, em Belo Horizonte, no ano de 1909.

Ainda estudante de direito, aceitou o convite do então presidente do estado de Minas Gerais para ingressar na Secretaria de Agricultura, alcançando, ao final a direção do serviço de colonização.

Servindo em outros órgãos governamentais, inclusive na Inspetoria de Fazenda Federal, atuou em diversos estados brasileiros, contraindo matrimônio com Alice Mibielli de Carvalho em Alagoas.

Em Belo Horizonte atuou no magistério e na Subprocuradoria do Estado, oportunidade em que foi o executor da sentença arbitral na questão de limites entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, no ano de 1914, e entre Minas Gerais e São Paulo, no ano de 1916.

Foi consultor jurídico da Secretaria de Agricultura e, a convite de Raul Soares, então Ministro da Marinha, passou a trabalhar como assessor no Ministério da Marinha, no Rio de Janeiro.

Várias vezes deputado federal por Minas Gerais, inclusive por duas vezes deputado constituinte (em 1933 e em 1946), também ocupou efetivamente o cargo de Secretário de Agricultura, Viação e Obras, de Minas Gerais, oportunidade em que deu expansão à cafeicultura no interior do estado, além de priorizar o cultivo do algodão em algumas regiões do norte mineiro.

Mentor da construção dos primeiros prédios da Escola Superior de Agricultura e Veterinária de Viçosa e organizou o serviço de estatística estadual.

Representante do Brasil em diversos congressos internacionais, participando de comissões para o estudo da legislação sobre reflorestamento, mineralogia e águas minerais.

Um dos signatários do “Manifesto dos Mineiros”, de 1943, foi afastado de suas funções públicas quando exercia o cargo de diretor-secretário da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda.

Com a ascensão de Eurico Gaspar Dutra, foi novamente reconduzido a cargos públicos, sendo o mais expressivo o de Ministro da Agricultura, função que exerceu de 1946 a 1951, dando ensejo à motomecanização da lavoura; à difusão do ensino agrícola e fomentou a cultura do trigo no sul do país.

Além de trabalhar ativamente no cumprimento dessas metas, organizou a Companhia Hidrelétrica do São Francisco, criando o Parque Nacional de Paulo Afonso; criou o primeiro centro de treinamento para mecânicos agrícolas em diversos níveis e transferiu a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro para a sua localização atual, em Seropédica, no km 47 da antiga rodovia Rio-São Paulo.

No magistério foi professor catedrático de Direito Constitucional da PUC-RJ e Direito Comercial e Direito Internacional da Universidade do Brasil (atual UFRJ).

Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; Presidente do Banco Industrial de Minas Gerais, Vice-Presidente da Cruz Vermelha Brasileira e fundador do Automóvel Clube de Minas Gerais (1926), além de Presidente do Instituto Brasil-Estados Unidos.

Autor de vasta obra literária, destacando-se “Notícias históricas sobre o algodão em Minas Gerais”; “O imposto sobre a renda no Brasil”; “Estudo de economia e finanças” e “Formação histórica de Minas Gerais”.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 29 de maio de 1966, quando ainda ocupava o cargo de diretor do Banco de Crédito Real de Minas Gerais, em Juiz de Fora.



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* Historiador