terça-feira, 4 de agosto de 2015

COLUNA

Caxambuenses ilustres

Dois importantes caxambuenses são retratados neste artigo: o Dr. Neif Pereira Guimarães, ilustre professor e Polycarpo de Magalhães Viottti, magistrado que integrou a mais alta Corte de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais. Vejamos um pouco sobre a biografia desses ilustres homens.
Neif Pereira Guimarães nasceu aqui em Caxambu em 6 de setembro de 1923 e estudou no Colégio Santa Maria, de Baependi, e no Ginásio Caxambu. Depois ingressou no ensino superior na Universidade Rural do Rio de Janeiro, estudando apicultura e, mais tarde, transferiu-se para a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, onde concluiu o curso.
Neif é foi um dos maiores especialistas no assunto, tendo participado de congressos nacionais e internacionais para falar de apicultura. Tem também publicados livros que são verdadeiros tesouros na prática da apicultura: “Método corretivo da enxameagem e suas vantagens”; “Apicultura: a ciência da longa vida” e “Minha pesquisa sobre a criação de abelhas”.
Um outro caxambuense ilustre, que foi, além de prefeito da cidade, um magistrado de grande conhecimento. Trata-se do Dr. Polycarpo de Magalhães Viotti. Era filho do Dr. Viotti, e nasceu em Caxambu em 16 de junho de 1880. Iniciou seus estudos em Barbacena, concluindo ali o ensino médio, seguindo, posteriormente para São Paulo onde, em 1906, colou grau na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Exerceu a advocacia em São Paulo e foi nomeado em 1914 para o cargo de prefeito da cidade de Caxambu, função que desempenhou até o ano de 1918. Em sua gestão a Lei nº 663, de 18 de setembro de 1915, elevou o município à categoria de cidade, criando-se, na ocasião, o seu Termo Judiciário e instalando-se pioneiramente a sua Câmara Municipal.
Depois de Caxambu ele foi nomeado para prefeito de Poços de Caldas, ficando no cargo até o ano de 1920. O Dr. Magalhães Viotti foi o primeiro governante a usar o veto parcial a uma lei, negando-se a aumentar o próprio salário. Foi um homem muito sério e competente no exercício de suas funções. Tanto é que depois voltaria a Caxambu e seria presidente da Câmara Municipal. Mudando em 1923 para Belo Horizonte, o Dr. Viotti passaria a advogar naquela cidade, atuando, também, na política partidária como deputado federal constituinte pelo antigo Partido Republicano Mineiro (PRM), integrando a Câmara de Deputados de outubro de 1934 a 10 de novembro de 1937. Em 1939 foi nomeado para o cargo de Auditor da Justiça Militar do Estado de Minas Gerais. Adiante seria promovido ao cargo de Juiz do Tribunal Superior de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, tribunal este criado em 1946 e ali foi o seu primeiro presidente, ficando no cargo durante nove anos. Depois de aposentado, em 1950, teve atuação no Tribunal Regional Eleitoral, entre 1953 e 1957, sendo considerado o juiz mais idoso em exercício no Brasil. Ele faleceu em Belo Horizonte em 5 de janeiro de 1975.