O HOLOCAUSTO JAPONÊS
Neste
último dia 9 de agosto, lembramo-nos mais uma vez – desta feita são passados 60
anos – do hediondo ataque desfechado contra as cidades de Hiroshima e Nagasaki,
no Japão, para, digamos assim, celebrar o final da 2ª Guerra Mundial. Vítimas
de todo um ódio que se despencou por parte dos norte-americanos, desesperados
com o ataque japonês a Pearl Harbour, Hiroxima e Nagasaki traduziram-se,
posteriormente, como símbolos da insanidade governamental que se abateria
durante décadas entre povos belicistas como Estados Unidos e União Soviética.
Falar
da dura realidade enfrentada pelo povo japonês, evidentemente, é cair na mais
redundantes das verdades. Sem dúvida, foram décadas para se tentar apagar a
imagem de terror, sangue e lágrimas que se abateu sobre gente inocente. Imagens
que, em verdade, não se apagaram, pois deixaram marcas indeléveis e produtoras,
ainda hoje, de histerias coletivas e, o que é pior, uma degenerescência
genética profunda.
A cidade de Hiroshima após o bombardeio
Foram
derramadas, naquele fatídico dia 9 de agosto de 1945, 4,5 toneladas de plutônio
sobre a cidade de Nagasaki, através de uma “fortaleza voadora” B-29, fazendo um
saldo de 70 mil mortos, sem contar que em Hiroshima, alguns dias antes, a
quantidade de mortos foi dobrada.
São
fatos tristes e vergonhosos da História da Humanidade que devem ser a todo
instante relembrados para que esses desatinos não sejam mais cometidos em nome
de uma pretensa paz mundial.
Urge
que os governantes das nações potencialmente desenvolvidas tomem medidas
eficazes e definitivas para varrer da face da Terra essa inconstância que
dia-a-dia vivemos; que as lembranças do grande holocausto japonês se revertam
em ações efetivas contra quaisquer tipos de agressões, quer sejam no âmbito
militar, quer sejam revestidos de ataques contra a cidadania, contra o moral e
contra a vida de qualquer ser humano.
A cidade de Hiroshima hoje, com o Memorial
da Paz, à esquerda


