terça-feira, 18 de agosto de 2015

COLUNA


O HOLOCAUSTO JAPONÊS

Neste último dia 9 de agosto, lembramo-nos mais uma vez – desta feita são passados 60 anos – do hediondo ataque desfechado contra as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, para, digamos assim, celebrar o final da 2ª Guerra Mundial. Vítimas de todo um ódio que se despencou por parte dos norte-americanos, desesperados com o ataque japonês a Pearl Harbour, Hiroxima e Nagasaki traduziram-se, posteriormente, como símbolos da insanidade governamental que se abateria durante décadas entre povos belicistas como Estados Unidos e União Soviética.
Falar da dura realidade enfrentada pelo povo japonês, evidentemente, é cair na mais redundantes das verdades. Sem dúvida, foram décadas para se tentar apagar a imagem de terror, sangue e lágrimas que se abateu sobre gente inocente. Imagens que, em verdade, não se apagaram, pois deixaram marcas indeléveis e produtoras, ainda hoje, de histerias coletivas e, o que é pior, uma degenerescência genética profunda.


A cidade de Hiroshima após o bombardeio

Foram derramadas, naquele fatídico dia 9 de agosto de 1945, 4,5 toneladas de plutônio sobre a cidade de Nagasaki, através de uma “fortaleza voadora” B-29, fazendo um saldo de 70 mil mortos, sem contar que em Hiroshima, alguns dias antes, a quantidade de mortos foi dobrada.
São fatos tristes e vergonhosos da História da Humanidade que devem ser a todo instante relembrados para que esses desatinos não sejam mais cometidos em nome de uma pretensa paz mundial.
Urge que os governantes das nações potencialmente desenvolvidas tomem medidas eficazes e definitivas para varrer da face da Terra essa inconstância que dia-a-dia vivemos; que as lembranças do grande holocausto japonês se revertam em ações efetivas contra quaisquer tipos de agressões, quer sejam no âmbito militar, quer sejam revestidos de ataques contra a cidadania, contra o moral e contra a vida de qualquer ser humano.



A cidade de Hiroshima hoje, com o Memorial da Paz, à esquerda